Puta merda, que som foda esses garotos do Kansas fazem! É o tipo de som que te deixa sem palavras, mais ainda quando é o primeiro album de uma banda. A maioria de vocês (e me incluo neste grupo também) provavelmente já tinha chorado lágrimas másculas ouvindo Dust In The Wind e batido o pézinho com Carry on Wayward Son no Guitar Hero 2 e Supernatural, mas a contribuição do Kansas parava por aí. Que desperdício meus amigos, que desperdício!

No debû da banda – lançado em 1974 – nós temos, em nenhuma ordem específica: um excelente trabalho de guitarra, vocais muito bons com harmonias bem feitas, solos de violino impressionantes, assinaturas de tempo estranhas, rítmos pegajosos, uso criativo de piano e sintetizadores. Tudo isto perfeitamente mesclado no melhor traje de rock progressivo. Os temas abordados nas letras são em sua maioria místicos, bem o tipinho desses cabeludos dos anos 70.

Ia destacar as minhas músicas favoritas, mas é basicamente o album inteiro. Em Can I Tell You Something temos um trabalho vocal simples, mas pegajoso e duelos de teclado, guitarra e violino. Em Belexes, Journey from Mariabronn e Apercu temos verdadeiros épicos cheios de riffs e harmônias entre sintetizadores e violino, às vezes me lembrando o feeling das canções do Rainbow na época do Dio. Mother Nature Death Suite mistura riffs bem pesados e mais ao estilão Black Sabbath com bastante melodia e técnica e Bringing it Down é um blues mais mundano onde o violinista Robby Steinhardt simplesmente destrói com ótimos solos.

No mais, para fãs de um bom rock progressivo este album é quase obrigatório. Underated é a palavra certa, puro prog rock hipster para você.

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