Apatia Política

Estou eu em um momento de apatia. Pelo menos no quesito que tange atualizar o blog, mesmo que estes últimos meses tenham sido bastante produtivos intelectualmente e em diversos aspectos.

Então pra quebrar o gelo resolvi traduzir um material que já estava na minha lista há muito tempo e que eu gosto muito. Esta é uma TED Talk que fala sobre a suposta apatia das pessoas perante a política e desmistifica alguns lugares comuns sobre este assunto.  O autor dá a sua perspectiva como Canadense, mas os paralelos com o mundo inteiro são visíveis e mais ainda com o Brasil.

Por exemplo: Por que por aproximadamente um mês as manifestações ganharam tanta força em todo Brasil? Por que tantas demonstrações de apartidarismo dos manifestantes? Por que as manifestações não mantiveram o seu pique? Essas respostas não estão no vídeo, mas já podemos começar a discussão:

Você provavelmente curtirá:

Palestra “Produção Musical no Linux”

Foi hoje (20/05) às 14h como parte da Semana Acadêmica do Instituto de Informática da UFRGS.

Muito obrigado a todos que foram, fizeram perguntas e tal. Se tiverem alguma curiosidade sobre o conteúdo da palestra ou quiserem que eu expanda mais nesses assuntos, deixem um comentário. Acho que vou continuar melhorando esses slides que disponibilizei ali :)

Fotos

Você provavelmente curtirá:

Cultura Livre em Porto Alegre

Este ano o Matehackers juntamente com a Casa da Cultura Digital vai trazer pela primeira vez o Dia da Cultura Livre para Porto Alegre e na realidade para o Brasil, visto que somos a única cidade a fazê-lo em 2013. Legal né?

Poisé, mas como assim Cultura Livre? Livre de quê? Geralmente isto vai significar livre para ser distribuída, copiada, reproduzida, modificada… Tive o prazer de discutir isto um pouco com os membros da Casa da Cultura Digital e o fato é que a cultura já é assim, desde que a chamamos de cultura. Alguém vai negar que a música gauchesca, o chimarrão, o frevo , o sertanejo universitário, o jeitinho brasileiro, sexo, drogasfutebol e rock ‘n roll, etc… são livremente distribuídos, assimilados e reproduzidos?

Naturalmente que são e naturalmente que permeiam todos os aspectos de nossa vida cotidiana, incluindo os setores econômicos. Produzir e fomentar cultura é e sempre foi um ótimo negócio, tanto para os produtores quanto para nós, os consumidores. Compramos livros, assistimos filmes, cantamos canções, vestimos ideias e tudo mais que nos servir – e adivinhe – isso move (e muito) a nossa economia!

Entretanto aquela bendita constante, a inovação, começa novamente a mudar a maneira como os setores econômicos fazem os seus negócios. Sem dúvida, hoje vemos a força que estes setores têm ao tentar impedir a lenta, mas decisiva, transformação das maneiras como criamos e assimilamos a cultura. Começam a (res)surgir dúvidas sobre a distribuição de concessões de canais de TV no Brasil, sobre a importância dos blogs e ativismo em redes sociais, sobre a utilização de trilhas sonoras em vídeos independentemente produzidos, sobre a utilização de sementes com combinações de genes patenteados, sobre a disponibilização de videos em que você joga videogames … eu poderia citar coisas o dia todo.

É por isso que você deve aparecer na Casa de Cultura Mário Quintana no dia 18 de Maio e sentar para tomar um mate e bater um papo. E direi mais:

Porto Alegre é uma cidade multicultural mesmo, sem ficar puxando o saco. Capital do Rio Grande do Sul que, como os outros estados do Brasil, é o berço de tradições ricas e únicas. Além disso é só ir na redenção para encontrar as mais diversas tribos, desde fascinados por ícones japoneses até blueseiros legítimos tocando para seu entretenimento. Nas faculdades você encontra jovens jogando truco, mas também encontra jovens jogando Magic The Gathering. Encontra gente militando por reforma agrária e encontra gente construindo robozinhos e ainda outros discutindo como construir expressões condicionais da maneira mais elegante em português. Caso se aventure a aparecer na Avenida Independência 330, pode até chegar a conhecer os esquivos “hackers” em seu ambiente natural. No caminho também apreciará alguns adesivos do Toniolo.

Enfim, imagine se essa gente viesse dar um oi, olhasse em volta e tentasse estender junto comigo essa lista de dúvidas que eu comecei aqui. Se no processo conseguirmos alguma resposta já vamos estar no lucro!

Você provavelmente curtirá:

Tutoriais de Música Livre – Guitarix

No artigo Linux e o Guitarrista Pobre eu introduzi as tecnologias Jack e Rakkarack e mostrei como o segundo é uma ótima opção para tirar timbres diferentes da sua guitarra e fazer um som esperto. Recomendo ler aquele artigo antes para se familiarizar com o que falarei aqui.

Neste artigo eu vou apresentar mais uma excelente opção para guitarristas, o simulador de amplificadores valvulados Guitarix.

Instalação

Você vai precisar do Guitarix e do Jack instalados para acompanhar este artigo. Para conseguir mais resultados interessantes eu recomendo também o Jack Control, o Audacity e o gxtuner.

Interface

Eu gosto bastante da carinha que este programa tem, aqui vai uma foto e uma explicação básica dela. Esta versão que eu estou usando é a 0.22.4 e pode ser que a sua tenha uma aparência um pouco diferente, mas provavelmente nem tanto. Se estiver perdido peça ajuda nos comentários.

Em #1 vemos a parte principal do programa, o rack com o cabeçote do amplificador e os efeitos. É aqui que você vai passar a maior parte do tempo mexendo, mais especificamente em #2 onde ficam os controles do amp.

Para adicionar mais efeitos no rack dê uma olhada em #3 e uma lista de timbres pré-prontos (presets) está em #4.

Em #5 você pode ler algumas informações sobre o timbre que você está usando, desabilitar todos os efeitos (ouvir apenas o sinal de entrada) ou desconectar o programa do Jack. Finalmente em #6 você pode mostrar e esconder diferentes partes da interface.

Conexões no Jack

O Guitarix modifica o sinal em dois passos: primeiro ligamos o nosso sinal de guitarra (geralmente o system) no cabeçote do amplificador (gx_head_amp) e depois ele passa pelos efeitos (gx_head_fx). Quando o Guitarix é iniciado ele já configura este esquema, como pode ser visto na figura abaixo:

Você pode ser criativo com as entradas e saídas e usar outros programas no meio, ou no sinal de saída ou até mesmo ligar coisas como sintetizadores, microfones e mais no sinal de entrada. Essa é a graça do Jack :)

Afinando a Guitarra

Antes começar a tocar você pode usar a sessão do afinador. Infelizmente na última versão que eu instalei na minha máquina esse recurso parece que não está funcionando muito bem. Para resolver eu ando utilizando um programa chamado gxtuner, que é derivado do próprio código do Guitarix, mas funciona separadamente. Você pode instalar ele também pelos pacotes da sua distribuição e usar para afinar rapidamente sua guitarra. A foto abaixo mostra como ele funciona:

Usando os presets

Para começar em grande estilo você pode dar uma olhada nos presets, caso eles não estejam visíveis é possível acessá-los com o menu Presets -> Preset Selection. É possível achar desde sons de distorção bem forte, para rock e metal, até alguns sons limpos e outros pesadamente com efeitos, embora para brincar de Tom Morello eu recomende o Rakarrack mesmo.

Tome cuidado que algumas distorções podem ficar bem cheias de ruído e diminuir isso envolve entre outras coisas melhorar a qualidade de: cabos, captadores da guitarra ou sua placa de áudio. Para resultados mais profissionais talvez seja necessário empregar o uso de pré-amplificadores reais ou interfaces de áudio com maior qualidade. Não é fácil na realidade, mas uma dica é mexer com os parâmetros do próprio Guitarix o que nos leva à próxima sessão.

Criando seu próprio timbre

Como você pode ver na foto da interface, a quantidade de botões, alavancas e coisinhas para girar aqui é enorme. Na sessão do amplificador é possível escolher o tipo e a configuração das válvulas (como visto em #2 a usada é “12ax7″). Aumentando o Drive e o valor de Clean/Dist você cria a distorção com o carater das válvulas selecionadas. Mudando o volume de entrada (Pre Gain) e saída (Master Gain) você vai estar fazendo a amplificação do sinal, sendo o primeiro o que chamamos de pré-amplificador. Esses botões de volume que podem te ajudar a tirar uma distorção legal, mas é um trabalho árduo, como é com um amplificador na vida real também.

Eu até gosto de ficar horas mexendo nos parâmetros, mas não sou particularmente bom nisso. Por isso eu recomendo que vocês façam como eu e dêem uma explorada nos timbres já prontos e modifiquem os que lhe agradarem mais. Se você me conhece pessoalmente e quer pegar um café e ficar horas discutindo sobre timbres e efeitos de guitarra, eu aceito o convite.

Gravando

Você pode conectar com o Jack o sinal sendo gerado pelo gx_head_fx ou pelo gx_head_amp (se quiser apenas o som amplificado sem efeitos) a algum programa de gravação. Mais uma vez veja este post para um exemplo similar em que o Audacity é usado para gravação. Outros programas que podem servir para gravação são o qtractor ou o qjackrcd. Em posts futuros esta parte do processo terá mais atenção.

Demonstração

Retirado diretamente do site do Guitarix, bastante divertida e mostrando com é possível fazer um tom bem encorpado com ele:

Referências

Você provavelmente curtirá:

Minhas palestras em potencial para o FISL 14!

Só para avisar que eu envei uma camaçada de palestras para o FISL deste ano! Algumas em colaboração com o pessoal do Matehackers e do Random Hacks of Kindness (Daniel Wildt e companhia). Como de costume a votação será aberta e eu vou deixar aqui os títulos e resumos das palestras para tentar influenciar positivamente os milhares de leitores deste blog (LOL :)

Produzindo música livre em ambientes Linux

Nível: Iniciante

Hoje a produção musical envolve uma série de produtos intermediários como: instrumentos, módulos de som, equipamentos de gravação e software especializado – software este muitas vezes proprietário. Nesta palestra serão apresentados e demonstrados um conjunto de softwares que são livres como a liberdade e permitem a produção musical com alto nível de qualidade, sendo muitas vezes tão bons quanto ou superiores a alternativas proprietárias.

Chega de dualbooting! Usando o Wine para rodar aplicativos Windows em nix

Nível: Iniciante

Vou apresentar o Wine e demonstrar como ele é usado para rodar aplicativos Windows em plataformas como o Linux. Esta palestra é especialmente útil para usuários fazendo a transição do Windows para outro SO baseado em Unix ou aqueles que ainda precisam usar aplicativos Windows (principalmente JOGOS), mas não desejam realizar dualboot (nem ter que comprar uma licensa do Windows)! Os conteúdos abordados incluem: instalação do Wine, configuração, AppDB, frontends gráficos e demonstrações.

Processing – aprendendo a programar e criando trabalhos de arte!

Nível: Iniciante

Esta palestra será uma apresentação da linguagem Processing que tem como principal objetivo a introdução da programação a nichos acadêmicos dificilmente relacionados com informática, como as artes. Num clima mais voltado para os iniciantes, eu viso mostrar que com Processing é possível criar lindos trabalhos visuais ao mesmo tempo que se aprendem importantes conceitos sobre programação!

Videogames baseados em Software e Hardware Livre

Nível: Iniciante

O Mategame é um projeto dos membros do Hackerspace Matehackers, que visa o desenvolvimento de uma plataforma de hardware (Arduino/Hackvision) e software livre para criação de um videogame. Os jogos podem ser programados em linguagem C e jogados plugando o Mategame numa televisão. O primeiro protótipo foi construído baseado na placa Mateduino desenvolvida com peças de baixo custo e protótipos posteriores incluem um shield para Arduino e um kit desenvolvimento com exemplos de código e um emulador.

Encontro Comunitário: Conheça o Hackerspace Matehackers

O Matehackers é esperançosamente, o primeiro de muitos Hackerspaces no estado do Rio Grande do Sul! Venha conhecer esse grupo em um bate papo que busca inspirar e integrar a comunidade hacker. Surgimos da necessidade de ter um ambiente onde se reunam pessoas interessadas em tecnologia, faça-você-mesmo e cultura hacker. Venha descobrir como ajudar e fazer parte dessa revolução. Vai ser divertido!

Encontro Comunitário: Random Hacks of Kindness

Engajamento social sempre é um assunto interessante. Queremos reunir grupos de usuários de tecnologias para apoiar e criar projetos que possuem em comum apoio social, seja para uma causa ou para uma entidade sem fins lucrativos. O ponto é o engajamento social.

Se gostaram, votem!

E nos vemos lá no FISL!

Você provavelmente curtirá:

Ajude na tradução do funprogramming.org !

Há quase dois meses eu comecei um projeto ambicioso e difícil. Ele consiste em traduzir para português todo o conteúdo disponibilizado no site http://funprogramming.org, que tem ótimas video aulas sobre programação e a linguagem Processing. Isto inclui vídeos, descrições, pedaços de código e no futuro talvez até a documentação das ferramentas usadas (principalmente a referência da linguagem Processing).

Obviamente eu sabia que ia ser demorado, mas infelizmente as minhas atividades pessoais, de trabalho e do Matehackers tem ocupado grande parte do meu tempo e me deixado com vontade de jogar videogame no meu tempo livre. Por decorrência disso o projeto está meio parado com apenas alguns vídeos inicialmente traduzidos.

Então, qual o objetivo deste post? Eu desde o início documentei esse projeto com o intuito de que múltiplas pessoas pudessem me ajudar a fazer a tradução. Principalmente porque grande parte do esforço que é assisitir os vídeos, transcrever as legendas para inglês e sincronizá-las com o vídeo é basicamente 80% do trabalho que você precisa fazer para traduzir o vídeo para qualquer outra língua.

Como posso ajudar?

Siga esse link: http://matehackers.org/doku.php?id=traducao_do_material_do_funprogramming.org

Ali você encontra informações de como proceder. O processo é bem facilitado porque fazemos uso da maravilhosa plataforma Amara que tem um método muito rápido e fácil de adicionar legendas aos vídeos.

Todos seus amigos podem ajudar, inclusive os gringos!

Porque esse projeto é importante?

Assista algumas das video aulas disponíveis no site e tire suas conclusões. Eu adorei o ritmo dos vídeos e a metodologia de apresentar um exemplo simples de código e desenvolver com experimentação em cima dele. São vídeos bem no estilo do Kahn Academy e do melhor que temos em educação na web e são voltados para um público iniciante. Além disso, ensinar programação com o uso da linguagem Processing é muito interessante pois logo nas primeiras aulas já podem ser criados programas com resultados bonitos e impressionantes. Eu particularmente gostaria que crianças como o meu irmão de 11 anos pudessem usar isso como um recurso para começar a aprender a fazer desenhos, músicas e jogos no computador.

Concluindo

É isto, eu vou continuar lentamente a transcrever e traduzir alguns vídeos, mas se eu conseguir recrutar mais pessoas e contar com a ajuda de vocês a coisa fica fácil.

Gostaria de ver alguns exemplos do que pode ser feito com Processing? De uma olhada nesses links:

Você provavelmente curtirá:

Mais projetos livres para vocês

Este é um post rápido para divulgar alguns projetos que eu estou adicionando no meu github, num caráter de ‘portfolio’.

Rails Photo Organizer | Código

Este projeto é uma prova de conceito para algo que eu já queria há algum tempo e não achava. Um aplicativo Rails para a catalogação de grandes coleções de fotos.

Já existem coisas parecidas como o Picasa, gThumb, Shotwell e provavelmente outros. Entretanto o meu objetivo era fazer algo que pudesse ser colocado num servidor e administrado, por exemplo, por um cara como eu para que a família inteira organizasse aquelas milhares de fotos digitais que vão ficando empilhadas, metaforicamente, dentro dos HDs.

A interface consiste basicamente em uma visualização das fotos e opções para adicionar tags, ou categorias, como você preferir chamar. Depois as fotos devidamente categorizadas podem ser consultadas pela interface web. Aqui vão algumas figuras demonstrando como ela é:

Galeria

Interface de fotos e categorização

Busca por categorias

Processing Visualizer | Código

O segundo projeto é aquele que eu falei àlguns posts atrás, um visualizador de dados musicais com a linguagem Processing. O código finalmente está no Github e com algumas correções e adições.

Eu preparei uma outra peça para esta minha música, mas eu ainda não consegui fazer a gravação devido a problemas de hardware. Meu laptop tá arregando quando o desenho fica muito complicado e não consegue manter a sincronização com a música, mas eu vou resolver isso logo que puser para rodar no meu computador de casa.

Enquanto isso fiquem com o video que eu já produzi e estas capturas de tela da nova peça :)

É isso, aproveitem o código e deixem comentários e sugestões nos comentários!

Você provavelmente curtirá:

Tutoriais de Música Livre – Audacity

O Audacity é em muitos aspectos um dos meus programas favoritos no Linux (mas ele também tem versões ótimas para Mac e Windows), principalmente por ser aquele cara que sempre resolve a treta que tu tem nas mãos. Ele é um daqueles programas que podem fazer coisas incríveis e milagrosas a lá Photoshop, mas que também tem a simplicidade do bom e velho paint (que nojinho). Neste artigo eu vou mostrar como fazer algumas coisas simples como gravação, corte de áudio, remoção de ruído e aplicação de efeitos.

Instalação

Siga as instruções no site oficial e no caso de qualquer problema faça perguntas nos comentários.

Interface

A interface do Audacity é esta aqui:

Eu vou dar uma comentada rápida nela, você pode pular isso não estiver interessado.

Os botões de ‘Tocar’, ‘Pausar’, ‘Parar’ e ‘Gravar’ lá em cima são bem intuitivos (#1). Logo ao lado temos os “Modos do Cursor” (#2), como eu vou chamar, que é o que controla o que o seu cursor vai fazer quando clicar na onda. O caso de uso mais geral é o que vem por padrão que é apenas selecionar trechos de áudio ao clicar o mouse, as outras opções envolvem editar partes da onda e modificar seus valores, algo um pouco menos útil.

As barrinhas com (L, R) ao lado (#3) são os monitores de volume da entrada e da saída. Isto quer dizer que você verá elas se mexendo quando estiver gravando ou reproduzindo algo e é bom para se guiar enquanto estiver tentando deixar as configurações do jeito que você quer. Perto dessas barras você tem o ajuste de volume da entrada e saída (#4), e deve ser óbvio para que isso serve.

A próxima barra (#5) tem coisas como copiar/recortar/colar sessões do áudio, remover partes do áudio, introduzir silêncio, mudar o zoom, entre outras opções um pouco mais avançadas.

A maioria das funções nessas barras tem um atalho no teclado. As mais óbvias são o copiar/recortar (ctrl+c, ctrl+x), colar (ctrl+p) e também tocar (barra de espaço) e gravar (r).

A última parte importante de observar é a sessão onde ficam as faixas de áudio (#6) e algumas configurações ao lado de cada uma. Usando essa interface é possível silenciar faixas específicas (Mute), tocar elas sozinhas (Solo) e ajustar o volume e o balanço em faixas estéreo.

Gravando

Para gravar algo, apenas aperte o botão com a bolinha vermelho, ou o atalho ‘r’ e faça algum som no seu microfone.

Cada nova gravação vai sendo colocada em um nova pista e isto é legal para se organizar, mas se você quiser gravar algo na pista em que o cursor está atualmente você pode apertar shift+r ou mesmo segurar shift ao pressionar o botão de gravar.

Importando clipes de áudio

Importar clipes de áudio é tranquilo. ‘File->Import->Audio’ e escolha um arquivo no seu disco. A maioria dos formatos populares (quiçá todos) é suportada, então pode ficar tranquilo. Para uma maior compatibilidade de formatos você pode instalar o FFmpeg.

Cortando e removendo partes do áudio

Arrastando o mouse sobre partes do áudio você pode selecioná-lo. Apertando delete (ou ctrl+k) você pode apagar pedaços. No entanto isto nem sempre é o que você quer pois acaba por mover todo o áudio que vem depois (tente e veja o que estou dizendo). Para apagar pedaços do áudio sem mover todo o resto é possível usar a opção ‘Silence Audio’ que é um botão no menu ou o atalho ctrl+l.

Usando as opções de copiar e colar é possível também mover pedaços de áudio, duplicá-los, e etc… Neste quesito a interface é intuitiva, pelo menos para quem já está acostumado a usar um computador há algum tempo.

Aplicando efeitos

Agora as coisas ficam interessantes mesmo com o menu ‘Effect’. Você pode fazer desde coisas simples como amplificação, equalização, mudança de velocidade e tom, fade in/out, etc… até coisas mais complicadas como compressão dinâmica (usado para normalizar o volume de uma faixa), remoção de ruído ambiente, eco, reverberação e muitos outros que podem ser fornecidos por terceiros. Para ter um exemplo do número de plugins que é possível conseguir gratuitamente dê uma olhada nos que tenho aqui:

Eles são de código livre e foram instalados como pacotes no meu sistema operacional. Os formatos de plugin suportados podem ser vistos aqui e se você quer instalar alguns pode fazer (no Linux) uma busca no seu gerenciador de pacotes por ‘audio plugins’ ou alguns dos formatos citados na página do Audacity, como por exemplo ‘ladspa’.

Dito isto, para aplicar efeitos apenas selecione a pista e a área a qual você deseja que seja afetada, e escolha o efeito no menu. Quando o efeito tiver algo configurável, como por exemplo o volume de um plugin de amplificação, o Audacity vai lhe mostrar uma janela onde pode ser feita essa configuração.

Mixando e salvando

Depois de gravar algumas pistas e aplicar seus efeitos você pode selecionar todas as pistas (usando ctrl+a ou arrastando o mouse) e escolher a opção ‘Tracks->Mix and Render’ para unir todas em uma só pista.

Para salvar um arquivo como resultado você pode usar a opção ‘File->Export’. Caso queira exportar arquivos em formato MP3 dê uma olhada aqui para saber o que é preciso instalar.

Desfazer infinito

O Audacity é super seguro, no sentido de que ele tem a função ‘desfazer’ com passos infinitos. Isso quer dizer que enquanto você tiver espaço no seu disco ele vai te permitir voltar atrás nas mudanças que você fez, como por exemplo: deleção de trechos de áudio, aplicação de efeitos, movimentação de áudio, customização de parâmetros de uma pista. Isto quer dizer que é muito tranquilo ficar gravando e editando com ele por horas.

Vídeo-demonstrações

Eu mesmo pensei em gravar alguns vídeos demonstrando várias funções do Audacity, mas achei este canal legal no Youtube em que o cara já faz isto. Pontos para ele e recomendo!

Na próxima…

Eu irei demonstrar o Guitarix um simulador de amplificador valvulado no Linux. Se preparem para tirar um som esperto de suas guitarras! Além disso para fazer a ponte com este episódio, vamos usar o Audacity para gravar tudo :)

Continuem usando software livre e deixem comentários, sugestões e correções!

Você provavelmente curtirá:

Visualização Musical com a linguagem Processing

Atualização: Código aqui

Um pequeno protótipo de uma coisa muito maior. Um sistema de partículas simples sendo usado para visualizar dados MIDI gerados em tempo real. Em breve mais exemplos e é claro, o código fonte.

Sintam o ritmo pessoal! A música em melhor qualidade pode ser ouvida abaixo:

Caso estejam afim de aprender a programar no ambiente Processing, que eu achei muito show de bola, não deixem de acessar : http://www.funprogramming.org/ . São centenas de aulas muito boas e com exemplos :D

É isso, nos vemos por aí leitores!

Você provavelmente curtirá:

 

February 1, 2013

Comments Off

Tutoriais de Música Livre

Música Livre

Dia 16/01 eu organizei no Matehackers a Oficina de Música Livre e apresentei para algumas pessoas alguns programas e técnicas que eu mesmo ando usando para produzir conteúdo sonoro no ambiente Linux. Eu já venho a algum tempo pensando em de alguma maneira apresentar estas ferramentas na forma de pequenos tutoriais e finalmente resolvi fazer isto enquanto documento o que foi apresentado na oficina.

Música Livre?

O nome da oficina é propositalmente estranho, porque afinal a música normalmente já é livre. Eu posso abrir a boca e cantar uma melodia, comprar um instrumento e aprender a tocar, ouvir uma canção e repoduzí-la eu mesmo, certo? Isso tudo é verdade, mas também é verdade que os consumidores, como somos vistos pela industria musical, cada vez mais querem se meter no papel de produtores e esse livre no título quer dizer livre para produzir as músicas que queremos.

A situação da Produção Musical no Linux

Então, supondo que queiramos produzir a nossa própria música, quão útil pode ser um sistema operacional livre? Bastante na realidade! A seleção de softwares é extensa e eles estão todos disponíveis gratuitamente e a um clique de distância usando um gerenciador de pacotes da sua distribuição favorita.

Quer alguns exemplos? Para gravação, corte e edição de áudio temos o excelente Audacity. O Audacity pode ser usado também com centenas de efeitos como ecos, filtros, simulações de equipamento analógico, entre outros ; que estão disponíveis na forma de plugins, facilmente obtidos nos repositórios da sua distribuição Linux.

Para trabalhar com MIDI e fazer sequenciamento de notas existe o Seq24, MuseScore, além do Hydrogen que é ótimo para escrever linhas de bateria e já vem com um grande conjunto de amostras sonoras para serem usadas. Para sintetizar sons para essas mensagens MIDI você pode usar o ZynAddSubFx, Yoshimi, QSynth, entre muitos outros…

Para os guitarristas temos o simulador de amplificador valvulado Guitarix, a pedaleira virtual de efeitos Rakarrak e o TuxGuitar para visualizar e editar arquivos de tablatura (funciona com todos os formatos mais populares).

Para soluções integradas de gravação, com suporte a gravação de áudio e MIDI em várias trilhas, aplicação de efeitos em tempo real e coisas assim temos diversas DAWs como o Ardour e o Qtractor (meu favorito no momento).

Todos estes programas podem ser usados em conjunto por meio do kit Jack, que age como uma espécie de mesa de virtual de mixagem, onde podemos enviar áudio e MIDI entre os diferentes aplicativos.

Começando a jornada

Feita esta introdução estarei fazendo uma série de posts sobre cada uma dessas ferramentas. O primeiro é um que eu escrevi há muito tempo voltado para o uso do Rakarrack para aplicar efeitos no som de guitarra e depois disso um bem detalhado sobre o Audacity!

Vejo vocês na próxima!

Você provavelmente curtirá:

css.php